A incompreensão da verdade
Tira-me a sanidade
Choro e desespero
Pois desta vida nada espero
A dor lenta que tudo aumenta
O cansaço geral
Mata-me em espiral
O balbucinar sôfrego
De um tolo em âmago de regredo
Não me sinto nesta vida
A intolerância das sensações avisa
Não consigo compreender este mundo
Em que o poço não tem fundo
Onde escorrego no musgo
E da vida fujo
As sensações são estranhas
A incompreensão revolta-me as entranhas
Sinto-me condicionado por todos
E maneatado sobretudo
A estagnação da razão
Leva-me até ao pontão.
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