A inospicidade desta vida
Mais uma vez toca-me no âmago do coração
Hoje sentado no chão
Sem vontade de levantar a razão
Os sentimentos falam mais alto
A incompreensão exalta o coração
Que raiva dantesca
Desta Vida nada que eu não mereça
Sinto-me forçado a atitudes drásticas
Vertente carente
Eu queria um amor eloquente
No fim fui de este a poente
E sem norte fiquei
O coração tem mais razões
Do que a razão e as suas ilusões
Hoje cresço, amanhã desapareço
A vida considerei sem apreçoHoje luto pelo que mereço.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Ventre
Este vazio magoa-me
Esta hesitação não perdoa
Por mais que penso, sinto-me à toa
Sem saber o que ser
Falta-me o sentir
Para viver e sorrir
Finjo e improviso
Pensei que podia perder-me nesse sorriso
Desculpa-me pela insensatez
Mas não perguntes os porquês
Choro mais uma vez
O sol ilude-me
A noite aviva-me
Do ventre da terra
Vem a chama que me devora
E que me tira o alento de outrora.
Esta hesitação não perdoa
Por mais que penso, sinto-me à toa
Sem saber o que ser
Falta-me o sentir
Para viver e sorrir
Finjo e improviso
Pensei que podia perder-me nesse sorriso
Desculpa-me pela insensatez
Mas não perguntes os porquês
Choro mais uma vez
O sol ilude-me
A noite aviva-me
Do ventre da terra
Vem a chama que me devora
E que me tira o alento de outrora.
Pessoa
Se nunca soubeste
Nunca te pode atingir
E no fim o último acto é fingir
Mas será então que a felicidade perdura
No meio de tanto teatro
E por vezes amargura
Quando tudo o que queres é doçura
Então porque não atiras a primeira pedra
O inicio da revolução
Pelo amor e pela paixão
Desmesurada e em tudo desejada
Algures estará aquela pessoa
Que sem ti não se sente boa
Completa e feliz
E que há muito procura a sua flôr do Liz
Não fujas, actua
Pois o mar tudo esquece e compactua
Mas a vida sem Amor
É deveras crua.
Nunca te pode atingir
E no fim o último acto é fingir
Mas será então que a felicidade perdura
No meio de tanto teatro
E por vezes amargura
Quando tudo o que queres é doçura
Então porque não atiras a primeira pedra
O inicio da revolução
Pelo amor e pela paixão
Desmesurada e em tudo desejada
Algures estará aquela pessoa
Que sem ti não se sente boa
Completa e feliz
E que há muito procura a sua flôr do Liz
Não fujas, actua
Pois o mar tudo esquece e compactua
Mas a vida sem Amor
É deveras crua.
Lisboa
Porque anseio pelo futuro
Porque invés de saltar destrui o muro
Porque hoje sou hipócrita nesta sociedade
Assim o sentimentalismo me recheou de ansiedade
Quero sentir tudo
E vislumbrar o cume
Da ignorância em toda a sua perseverança
Lisboa local da minha génese
Hoje sou teu cúmplice
E tu a minha confidente
À noite olho para ti
Choro porque só tu me compreendes
E quem eu amo
Tu escondes e dissimulas
Com as tuas mil e uma maneiras
De dia tapas o sol que me aconchega
E à noite fazes com que a noite arrefeça
Cidade outrora humanista
Hoje considero-te criminosa
Porque guardas as minhas memórias
E a cada esquina avivas-me a memória
Procuro uma Helena de tróia
Neste Portugal perdido no tempo
Fui rei e hoje sem amor próprio fiquei
Por ti esperei para alcançar
O momento de te conhecer.
Porque invés de saltar destrui o muro
Porque hoje sou hipócrita nesta sociedade
Assim o sentimentalismo me recheou de ansiedade
Quero sentir tudo
E vislumbrar o cume
Da ignorância em toda a sua perseverança
Lisboa local da minha génese
Hoje sou teu cúmplice
E tu a minha confidente
À noite olho para ti
Choro porque só tu me compreendes
E quem eu amo
Tu escondes e dissimulas
Com as tuas mil e uma maneiras
De dia tapas o sol que me aconchega
E à noite fazes com que a noite arrefeça
Cidade outrora humanista
Hoje considero-te criminosa
Porque guardas as minhas memórias
E a cada esquina avivas-me a memória
Procuro uma Helena de tróia
Neste Portugal perdido no tempo
Fui rei e hoje sem amor próprio fiquei
Por ti esperei para alcançar
O momento de te conhecer.
Dividido
O que é a vida
Perante a incerteza relativa
Esta busca cognitiva
Será baseado no ardor que procuramos
Será o amor a dor que desejamos
Sinto-em dividido
Pela dualidade em que estou inserido
Tenho de voltar a acreditar
E sobre a vida sonhar
Muitas são as dúvidas
Demais são os preconceitos sobre as ajudas
Cada memória consome-me
E cada ideal absorve-me
Hoje quero sorver
Cada pedaço do Mundo que me apetecer
O Amor persegue-me
e a vida interroga-me.
Perante a incerteza relativa
Esta busca cognitiva
Será baseado no ardor que procuramos
Será o amor a dor que desejamos
Sinto-em dividido
Pela dualidade em que estou inserido
Tenho de voltar a acreditar
E sobre a vida sonhar
Muitas são as dúvidas
Demais são os preconceitos sobre as ajudas
Cada memória consome-me
E cada ideal absorve-me
Hoje quero sorver
Cada pedaço do Mundo que me apetecer
O Amor persegue-me
e a vida interroga-me.
Dialecto
Adversamente triste eu me sinto
Dor que me tumultua o espírito
Sou caminhante sem rumo
Um ser sem destino ao cume
As forças vacilam
As defesas ela me tirou
Já não sei o que é viver
Existo mas não passo de um imprevisto
Algo arde cá dentro
Provocando-me um choro iminente
Um grito de incompreensão
Não me entendo nesta vida
Sucumbo a cada segundo
Cavo um túmulo indiscreto
Torno-me num ser sem dialecto
Procuro quem me dê sentido
Mas na solidão me pórfiro
Como a vida pode ser triste
E tu nem a sentiste.
Dor que me tumultua o espírito
Sou caminhante sem rumo
Um ser sem destino ao cume
As forças vacilam
As defesas ela me tirou
Já não sei o que é viver
Existo mas não passo de um imprevisto
Algo arde cá dentro
Provocando-me um choro iminente
Um grito de incompreensão
Não me entendo nesta vida
Sucumbo a cada segundo
Cavo um túmulo indiscreto
Torno-me num ser sem dialecto
Procuro quem me dê sentido
Mas na solidão me pórfiro
Como a vida pode ser triste
E tu nem a sentiste.
Musgo
A incompreensão da verdade
Tira-me a sanidade
Choro e desespero
Pois desta vida nada espero
A dor lenta que tudo aumenta
O cansaço geral
Mata-me em espiral
O balbucinar sôfrego
De um tolo em âmago de regredo
Não me sinto nesta vida
A intolerância das sensações avisa
Não consigo compreender este mundo
Em que o poço não tem fundo
Onde escorrego no musgo
E da vida fujo
As sensações são estranhas
A incompreensão revolta-me as entranhas
Sinto-me condicionado por todos
E maneatado sobretudo
A estagnação da razão
Leva-me até ao pontão.
Tira-me a sanidade
Choro e desespero
Pois desta vida nada espero
A dor lenta que tudo aumenta
O cansaço geral
Mata-me em espiral
O balbucinar sôfrego
De um tolo em âmago de regredo
Não me sinto nesta vida
A intolerância das sensações avisa
Não consigo compreender este mundo
Em que o poço não tem fundo
Onde escorrego no musgo
E da vida fujo
As sensações são estranhas
A incompreensão revolta-me as entranhas
Sinto-me condicionado por todos
E maneatado sobretudo
A estagnação da razão
Leva-me até ao pontão.
Pontão
À dúvida existencial
Acresce a dor sentimental
Uma combinação dolorosa demais
Não aguento mais
Cedi, à explosão de actos
Não me consigo concentrar, sorrir
Sinto que algo em mim não se move
A alegria morreu
A vontade de viver estagnou
Do tempo nada me restou
Sem final feliz
Estou muito para além do infeliz
Nada me agarra ou ampara
Estou a espero do vento
Que por momentos no pontão me ampara
Estou na indecisão
De sofrer mais não.
Acresce a dor sentimental
Uma combinação dolorosa demais
Não aguento mais
Cedi, à explosão de actos
Não me consigo concentrar, sorrir
Sinto que algo em mim não se move
A alegria morreu
A vontade de viver estagnou
Do tempo nada me restou
Sem final feliz
Estou muito para além do infeliz
Nada me agarra ou ampara
Estou a espero do vento
Que por momentos no pontão me ampara
Estou na indecisão
De sofrer mais não.
Guia
Na insolubilidade do meu tacto
Reflecte-se a minha angústia
Que por estes dias é constante
E ao amor próprio obstante
Sempre fui eu próprio
Agora flutuo como um oscilóscopio
Que insensatez a minha
Falta de sabedoria previa
E quando perto do mar senti que a perdia
Devia ter soltado a guia
Seguir o meu coração
E não afundar-me em introspecção
A cor dos seus olhos
Chama-me a antenção
Mas por dentro não aceito perdão
Fico assim largado à solidão.
Reflecte-se a minha angústia
Que por estes dias é constante
E ao amor próprio obstante
Sempre fui eu próprio
Agora flutuo como um oscilóscopio
Que insensatez a minha
Falta de sabedoria previa
E quando perto do mar senti que a perdia
Devia ter soltado a guia
Seguir o meu coração
E não afundar-me em introspecção
A cor dos seus olhos
Chama-me a antenção
Mas por dentro não aceito perdão
Fico assim largado à solidão.
Loucura
Na inocência de ser eu próprio
Construi a minha sepultura em ódio
A imcompreensão de ser abandonado
Quando tudo o que queria era ser amado
Aprisionou-me
E tornou-me amargurado
Agora repenso e aprendo
Que nesta vida apesar de tudo
Vale ser eu próprio
Pois a minha consciência está tranquila
Ela sim foi a génese da minha instabilidade
Mas o amor não prescruta atitudes
Arrebata sim, sentimentos
Creio que não há cura
Nem a total loucura
Vou vivendo e relembro.
Construi a minha sepultura em ódio
A imcompreensão de ser abandonado
Quando tudo o que queria era ser amado
Aprisionou-me
E tornou-me amargurado
Agora repenso e aprendo
Que nesta vida apesar de tudo
Vale ser eu próprio
Pois a minha consciência está tranquila
Ela sim foi a génese da minha instabilidade
Mas o amor não prescruta atitudes
Arrebata sim, sentimentos
Creio que não há cura
Nem a total loucura
Vou vivendo e relembro.
Crua
O inconcreto leva-me ao incerto
De tudo fico sem nada
Hoje da verdade estou perto
Ela sem piedade muda
O meu estado de simbiose compactua
Tantas foram as ideias
E todas desabaram sob uma atitude crua
Hoje penso e arrependo-me
Tenho de passar por cima
E por nada prender-me
Se a vida é cruel
Eu serei o Rei do fel
Martirizar-me em vão
Só me conduz à solidão.
De tudo fico sem nada
Hoje da verdade estou perto
Ela sem piedade muda
O meu estado de simbiose compactua
Tantas foram as ideias
E todas desabaram sob uma atitude crua
Hoje penso e arrependo-me
Tenho de passar por cima
E por nada prender-me
Se a vida é cruel
Eu serei o Rei do fel
Martirizar-me em vão
Só me conduz à solidão.
Porta
No reconhecimento de mim próprio
Começo a restaurar as forças
Que me foram retiradas de uma vez só
Hoje sou capaz de resistir ao ópio
De ignorar pessoas ocas
De resistir ao suster da respiração
Existem pessoas que não conhecemos
E que a certa altura cimentam os nossos medos
Abrem-nos a porta
À qual nós estamos retinentes
Certas pessoas são incoerentes
E com isso teremos de viver para sempre
Sofrer é um estado
Nunca um ser integrado
Fui materialista
Mas todos me tornaram humanista.
Começo a restaurar as forças
Que me foram retiradas de uma vez só
Hoje sou capaz de resistir ao ópio
De ignorar pessoas ocas
De resistir ao suster da respiração
Existem pessoas que não conhecemos
E que a certa altura cimentam os nossos medos
Abrem-nos a porta
À qual nós estamos retinentes
Certas pessoas são incoerentes
E com isso teremos de viver para sempre
Sofrer é um estado
Nunca um ser integrado
Fui materialista
Mas todos me tornaram humanista.
Desprezo
A incompreensão desta vida
Em que em tudo me é fugídia
Sinto-a a fatalidade em cada esquina
O temor ao dobrar a esquina
A criancice num recuo
E nessas alturas eu fico mudo
Incrédulo e transfigurado
Por tal pessoa se ter revelado
Naquilo que eu mais desprezo
Em futilidade e banalidade
Igual a tantas outras
E tão diferentes de mim
Já não a vejo como um jasmim
Mas como uma erva daninha no meu jardim
Semeei e no fim colhi
O que o vizinho plantou
Pois o tempo a mim tudo me levou.
Em que em tudo me é fugídia
Sinto-a a fatalidade em cada esquina
O temor ao dobrar a esquina
A criancice num recuo
E nessas alturas eu fico mudo
Incrédulo e transfigurado
Por tal pessoa se ter revelado
Naquilo que eu mais desprezo
Em futilidade e banalidade
Igual a tantas outras
E tão diferentes de mim
Já não a vejo como um jasmim
Mas como uma erva daninha no meu jardim
Semeei e no fim colhi
O que o vizinho plantou
Pois o tempo a mim tudo me levou.
Farsa
Hoje um ser desprovido de calor
Pois ela o Inverno provocou
Que frieza cresceu nela
Não sei de facto precisar
Mas sei que a minha vida deixou de pulsar
As minhas acções gelaram
Os meus sonhos desabaram
Tudo em que acreditava
Não passou de uma farsa
Estou desiludido com a vida
Ferido por dentro e por fora
A minha alma contorse-se
O meu corpo socumbe
Se eu morresse
Talvez nada disto desaparecece.
Pois ela o Inverno provocou
Que frieza cresceu nela
Não sei de facto precisar
Mas sei que a minha vida deixou de pulsar
As minhas acções gelaram
Os meus sonhos desabaram
Tudo em que acreditava
Não passou de uma farsa
Estou desiludido com a vida
Ferido por dentro e por fora
A minha alma contorse-se
O meu corpo socumbe
Se eu morresse
Talvez nada disto desaparecece.
Prumo
A natureza humana
É condicionada muito além da Taprobana
O desejo de viver
Inevitavelmente troca ideias
E por vezes leva-nos a crer
Que a dor é um factor imaginativo
Contudo ela existe
E em mim persiste
A agonia apodera-se
E a morte esmera-se
Não encontro o meu caminho
Tamanha solidão eu me sinto perdido
Poderia eu ter mudado o rumo
Ou foi desde o início um fio sem prumo
A sorte assim o fez
O destino eu o moldei
E um dia talvez eu conseguirei.
É condicionada muito além da Taprobana
O desejo de viver
Inevitavelmente troca ideias
E por vezes leva-nos a crer
Que a dor é um factor imaginativo
Contudo ela existe
E em mim persiste
A agonia apodera-se
E a morte esmera-se
Não encontro o meu caminho
Tamanha solidão eu me sinto perdido
Poderia eu ter mudado o rumo
Ou foi desde o início um fio sem prumo
A sorte assim o fez
O destino eu o moldei
E um dia talvez eu conseguirei.
Forças
A vida é um pau de dois bicos
E no meio eu perdi os sentidos
Sem rota nesta vida
Todo o ser humano improvisa
Sonha e conquista
Ideias de relíquia
Hoje sou um estranho de mim próprio
Fecho-me por dentro ao ódio
Defino uma estratégia
Para que eu não caia em tragédia
No fundo procuro respostas
Que se constroem nas encostas
Chamo a mim todas as forças
Para que sem elas não fique
E postumus da minha vida abdique.
E no meio eu perdi os sentidos
Sem rota nesta vida
Todo o ser humano improvisa
Sonha e conquista
Ideias de relíquia
Hoje sou um estranho de mim próprio
Fecho-me por dentro ao ódio
Defino uma estratégia
Para que eu não caia em tragédia
No fundo procuro respostas
Que se constroem nas encostas
Chamo a mim todas as forças
Para que sem elas não fique
E postumus da minha vida abdique.
Inconcreta
A vida é deveras ingrata
passagem inconcreta
Uma porta indiscreta
Para uma morte certa
Porquê nascer
Se vou morrer
Porquê chorar se posso rir
Porquê acreditar
Se tudo ela vai levar
Mais valia ter afogado no mar
E não ter vontade de Chorar.
passagem inconcreta
Uma porta indiscreta
Para uma morte certa
Porquê nascer
Se vou morrer
Porquê chorar se posso rir
Porquê acreditar
Se tudo ela vai levar
Mais valia ter afogado no mar
E não ter vontade de Chorar.
Doença
O tempo é nesta altura um aliado
Pois sem ele a dor não passa ao lado
vivo e martirizo-me
por ter acreditado e agora ser enganado
sonhei que era feliz
mas eu era apenas um aprendiz
hoje quero esquecer
para continuar a vive
rnuma dicotomia está a minha cabeça
e assim não há sanidade que prevaleça
a angústia transforma-se em doença
e a desavença interior esmaga-me os sentidos
os meus caminhos estão perdidos
e os meus receios desmedidos
porque amei
e em retorno com nada fiquei?
Pois sem ele a dor não passa ao lado
vivo e martirizo-me
por ter acreditado e agora ser enganado
sonhei que era feliz
mas eu era apenas um aprendiz
hoje quero esquecer
para continuar a vive
rnuma dicotomia está a minha cabeça
e assim não há sanidade que prevaleça
a angústia transforma-se em doença
e a desavença interior esmaga-me os sentidos
os meus caminhos estão perdidos
e os meus receios desmedidos
porque amei
e em retorno com nada fiquei?
Lodo
Na folhagem do Inverno
Paira a dor vigente do passado
Mas eis que surge um tornado
E cada um vai para seu lado
Talvez um renascer de um todo
Uma fuga repentina ao lodo
O sufoco submerge
Mas a solidão espreita
Esta oportunidade aproveita
Resta-me esperar que o tempo sare
Onde senti o que dei
E onde sem pudor amei
A abertura do corpo e da mente
Profunda dor me levou ao cerne do meu corpo
Há que esperar para voltar a amar
Sentimento que longe se avista
E ao passado não quero voltar
Leva-me onde quiseres
Mas não me percas de vista
Hoje sou realista.
Paira a dor vigente do passado
Mas eis que surge um tornado
E cada um vai para seu lado
Talvez um renascer de um todo
Uma fuga repentina ao lodo
O sufoco submerge
Mas a solidão espreita
Esta oportunidade aproveita
Resta-me esperar que o tempo sare
Onde senti o que dei
E onde sem pudor amei
A abertura do corpo e da mente
Profunda dor me levou ao cerne do meu corpo
Há que esperar para voltar a amar
Sentimento que longe se avista
E ao passado não quero voltar
Leva-me onde quiseres
Mas não me percas de vista
Hoje sou realista.
Neblina
As inoperâncias dos sentimentos
Mecanizam-se em tormentos
A chama que outrora alimentou
Hoje consome-me e a dor chamou
Sem conseguir esquecê-la
Sou como um barco sem vela
A deriva e à mercê das intempéries
Que nenhuma tagide consegue amenizar
Sou então um ser condenado
Que tudo o que quis foi ser amado
Porque a conquistei e no meio da neblina
Fui acabar prostrado perante esta v ida?
Tinha o sonho de viver
E antes dela perecer
Pois ela era o sol e a energia cristalina
Que movia este corpo que agora jaz morto
Se eu podesse voltar atrás fazia tudo igual
Pois ela para mim era o meu todo e ideal.
Mecanizam-se em tormentos
A chama que outrora alimentou
Hoje consome-me e a dor chamou
Sem conseguir esquecê-la
Sou como um barco sem vela
A deriva e à mercê das intempéries
Que nenhuma tagide consegue amenizar
Sou então um ser condenado
Que tudo o que quis foi ser amado
Porque a conquistei e no meio da neblina
Fui acabar prostrado perante esta v ida?
Tinha o sonho de viver
E antes dela perecer
Pois ela era o sol e a energia cristalina
Que movia este corpo que agora jaz morto
Se eu podesse voltar atrás fazia tudo igual
Pois ela para mim era o meu todo e ideal.
Coração
Sinto-me perfurado pela vida
Trespassado pela morte
A minha cabeça gira
Por entre os novelos desta vida
Que se partem, unem e intersectam
Deixando intersticios que se regelam
O calor que me percorre o corpo
Fico a espreita e escuto o silêncio que diz tudo
sinto o desamparo do vazio
que no fundo do mar jaz como um navio
espero pela dissecação
que me tome e consuma
por exumação do meu coração.
Trespassado pela morte
A minha cabeça gira
Por entre os novelos desta vida
Que se partem, unem e intersectam
Deixando intersticios que se regelam
O calor que me percorre o corpo
Fico a espreita e escuto o silêncio que diz tudo
sinto o desamparo do vazio
que no fundo do mar jaz como um navio
espero pela dissecação
que me tome e consuma
por exumação do meu coração.
Traído
A agonia materializa-se
Os meus sonhos morrem
As memórias ferem-me
As suas imagens perseguem-me
Sinto-me traído e não convencido
E pela dor embrutecido
Hoje julgo-me
Amanhã culpo-me
E o futuro mata-me
Que estranho vazio
Ela me induziu
Fui crente e amante
E no fim apenas um ser distante
Porque abri o meu coração?
Vou enterrá-lo 17 metros abaixo do chão.
Os meus sonhos morrem
As memórias ferem-me
As suas imagens perseguem-me
Sinto-me traído e não convencido
E pela dor embrutecido
Hoje julgo-me
Amanhã culpo-me
E o futuro mata-me
Que estranho vazio
Ela me induziu
Fui crente e amante
E no fim apenas um ser distante
Porque abri o meu coração?
Vou enterrá-lo 17 metros abaixo do chão.
Aberto
Na inconsistência da verdade
Reside a natureza humana
A dor profana
A felicidade efémera
Que em nada tem de congénere
Oh…que vida esta
Que minúsculo corpúsculo me resta
A alegria e o amor não é concerteza
E assim eu ponho em cima da mesa
A minha vida que nada vale
A minha palavra aberta
Os meus receios desmedidos
A minha insurgência como ser humano
Quero descobrir o porquê de tudo
E tudo me confunde, ilude…
Trato-me a mim mesmo
Como poucos se conhecem
Por parvo ilusionista
Futurista, por tu…
Reside a natureza humana
A dor profana
A felicidade efémera
Que em nada tem de congénere
Oh…que vida esta
Que minúsculo corpúsculo me resta
A alegria e o amor não é concerteza
E assim eu ponho em cima da mesa
A minha vida que nada vale
A minha palavra aberta
Os meus receios desmedidos
A minha insurgência como ser humano
Quero descobrir o porquê de tudo
E tudo me confunde, ilude…
Trato-me a mim mesmo
Como poucos se conhecem
Por parvo ilusionista
Futurista, por tu…
Solidão
O vazio consome-me
O meu coração está longe de incólume
As lágrimas flúem
Como o sangue que nas veias me sustém
Chorar é dor que arde sem se ver
É amar alguém e no fim perecer
Que sentimento de tristeza
Tamanha beleza provocou-me
Agora de saudades eu morro
E sem vontade para aqui e para ali corro
O meu corpo lentamente sucumbe
À injusta ressaca do amor
Não sei o que pensar da vida
O amor já não me abriga
A solidão cresce e aparece.
O meu coração está longe de incólume
As lágrimas flúem
Como o sangue que nas veias me sustém
Chorar é dor que arde sem se ver
É amar alguém e no fim perecer
Que sentimento de tristeza
Tamanha beleza provocou-me
Agora de saudades eu morro
E sem vontade para aqui e para ali corro
O meu corpo lentamente sucumbe
À injusta ressaca do amor
Não sei o que pensar da vida
O amor já não me abriga
A solidão cresce e aparece.
Apaixonado
A insolubilidade dos meus pensamentos
Tornam-se em mil e um tormentos
O sol não me aquece
E a sua ausência me arrefece
Hoje sou terra e cinza
Amanhã nada mais do que uma brisa
A vida improvisa
E as minhas certezas desmaterializam-se
O amor esconde-se
A minha luz desvanece-se
Sou um ser demasiado apaixonado
Que apenas se baseia na verdade
Sofro as consequências
Das minhas atitudes correctas
Morro por cada desprezo dela
Perdi-me no tempo por ela ser tão bela.
Tornam-se em mil e um tormentos
O sol não me aquece
E a sua ausência me arrefece
Hoje sou terra e cinza
Amanhã nada mais do que uma brisa
A vida improvisa
E as minhas certezas desmaterializam-se
O amor esconde-se
A minha luz desvanece-se
Sou um ser demasiado apaixonado
Que apenas se baseia na verdade
Sofro as consequências
Das minhas atitudes correctas
Morro por cada desprezo dela
Perdi-me no tempo por ela ser tão bela.
Criminoso
Sinto a necessidade
Como se de uma droga se tratasse
O desconhecido consome-me por dentro
Vivo e aprendo
Quero ir mais além
Mas as expectativas ficam aquém
Desespero e espero
Vontade efémera
Julgamento incorrecto
Por vezes sinto-me como um ser obsoleto
Sinto-me desprovido de vida
As veias secas de amargura
O ar carregado por falta de doçura
Que estado mestre me provocaste
E toda a minha esperança deslocaste
Não te julgo
Mas sim culpo-me
Hoje sou criminoso
Devido ao pensamento pecaminoso
Tudo o que queria
Era o amor e toda a sua alegria.
Como se de uma droga se tratasse
O desconhecido consome-me por dentro
Vivo e aprendo
Quero ir mais além
Mas as expectativas ficam aquém
Desespero e espero
Vontade efémera
Julgamento incorrecto
Por vezes sinto-me como um ser obsoleto
Sinto-me desprovido de vida
As veias secas de amargura
O ar carregado por falta de doçura
Que estado mestre me provocaste
E toda a minha esperança deslocaste
Não te julgo
Mas sim culpo-me
Hoje sou criminoso
Devido ao pensamento pecaminoso
Tudo o que queria
Era o amor e toda a sua alegria.
Fantasias
No teu olhar
Eu me procuro
Fico a espreita e escuto
Daquela voz singela e doce
E que o destino me trouxe
Vacilo no olhar
E alguém deixou de respirar
Qu estranha força imtemporal
É o tempo no teu beiral
Com o teu olhar me paralizas
E eu pensando em mil e uma fantasias
Inquietudes desta juventude
Cheia de força e ao mesmo tempo de vicissitudes
Não me deixes ao abandono
Pois a vida não tem retorno.
Eu me procuro
Fico a espreita e escuto
Daquela voz singela e doce
E que o destino me trouxe
Vacilo no olhar
E alguém deixou de respirar
Qu estranha força imtemporal
É o tempo no teu beiral
Com o teu olhar me paralizas
E eu pensando em mil e uma fantasias
Inquietudes desta juventude
Cheia de força e ao mesmo tempo de vicissitudes
Não me deixes ao abandono
Pois a vida não tem retorno.
Admirador
Mulher que cedo
Me envelheceste
E a meu lado pereceste
Porque me provocaste a dor
Quando tudo o que queria era o ardor
Da paixão, de amor sem fronteiras
Do toque das tuas mãos singelas
Que Destino fatídico me provocaste
E a dor ao meu peito levaste
Choro de tolice, de amor desencontrado
Sinto-me perdido e nunca mais achado
Oh..minha Deusa da Lua
Onde estás tu, bela e nua
Quero voltar a ser o teu admirador
E no teu leito afogar-me em amor.
Me envelheceste
E a meu lado pereceste
Porque me provocaste a dor
Quando tudo o que queria era o ardor
Da paixão, de amor sem fronteiras
Do toque das tuas mãos singelas
Que Destino fatídico me provocaste
E a dor ao meu peito levaste
Choro de tolice, de amor desencontrado
Sinto-me perdido e nunca mais achado
Oh..minha Deusa da Lua
Onde estás tu, bela e nua
Quero voltar a ser o teu admirador
E no teu leito afogar-me em amor.
Cetim
Sinto uma tristeza
Mais pesado do que a minha natureza
Hoje senti-me desprezado
E pela vida renegado
Que acontecimento singular
Que tudo me faz relembrar
Porque estou assim?
Não haverá decerto dias assim?
Ou será que vem de mim
E o meu corpo já não é digno do seu cetim
Repenso e aprendo
Numa dicotomia vou vivendo
Mas estou cansado
De lutar contra o mar
As minhas forças não são as de Ulisses
Estou farto de desesperar
A um fim eu estou a caminhar.
Mais pesado do que a minha natureza
Hoje senti-me desprezado
E pela vida renegado
Que acontecimento singular
Que tudo me faz relembrar
Porque estou assim?
Não haverá decerto dias assim?
Ou será que vem de mim
E o meu corpo já não é digno do seu cetim
Repenso e aprendo
Numa dicotomia vou vivendo
Mas estou cansado
De lutar contra o mar
As minhas forças não são as de Ulisses
Estou farto de desesperar
A um fim eu estou a caminhar.
Caminho
No augúrio da noite
Eu sonhei como se fosse dia
O meu coração mil vezes batia
Enquanto o meu corpo dormia
Indubitavelmente lutava contra os meus inimigos
Amigos de outrora, pensamentos renegados
A minha noite transformou‐se em dia
E a minha fé luzidia
Acreditar em mim era o único caminho
Certo, viável e translúcido
Neste mar de pensamentos ilúcidos
Eu era todas as noites os olhos de mim próprio
Que lutavam contra o ópio.
Eu sonhei como se fosse dia
O meu coração mil vezes batia
Enquanto o meu corpo dormia
Indubitavelmente lutava contra os meus inimigos
Amigos de outrora, pensamentos renegados
A minha noite transformou‐se em dia
E a minha fé luzidia
Acreditar em mim era o único caminho
Certo, viável e translúcido
Neste mar de pensamentos ilúcidos
Eu era todas as noites os olhos de mim próprio
Que lutavam contra o ópio.
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