A inospicidade desta vida
Mais uma vez toca-me no âmago do coração
Hoje sentado no chão
Sem vontade de levantar a razão
Os sentimentos falam mais alto
A incompreensão exalta o coração
Que raiva dantesca
Desta Vida nada que eu não mereça
Sinto-me forçado a atitudes drásticas
Vertente carente
Eu queria um amor eloquente
No fim fui de este a poente
E sem norte fiquei
O coração tem mais razões
Do que a razão e as suas ilusões
Hoje cresço, amanhã desapareço
A vida considerei sem apreçoHoje luto pelo que mereço.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Ventre
Este vazio magoa-me
Esta hesitação não perdoa
Por mais que penso, sinto-me à toa
Sem saber o que ser
Falta-me o sentir
Para viver e sorrir
Finjo e improviso
Pensei que podia perder-me nesse sorriso
Desculpa-me pela insensatez
Mas não perguntes os porquês
Choro mais uma vez
O sol ilude-me
A noite aviva-me
Do ventre da terra
Vem a chama que me devora
E que me tira o alento de outrora.
Esta hesitação não perdoa
Por mais que penso, sinto-me à toa
Sem saber o que ser
Falta-me o sentir
Para viver e sorrir
Finjo e improviso
Pensei que podia perder-me nesse sorriso
Desculpa-me pela insensatez
Mas não perguntes os porquês
Choro mais uma vez
O sol ilude-me
A noite aviva-me
Do ventre da terra
Vem a chama que me devora
E que me tira o alento de outrora.
Pessoa
Se nunca soubeste
Nunca te pode atingir
E no fim o último acto é fingir
Mas será então que a felicidade perdura
No meio de tanto teatro
E por vezes amargura
Quando tudo o que queres é doçura
Então porque não atiras a primeira pedra
O inicio da revolução
Pelo amor e pela paixão
Desmesurada e em tudo desejada
Algures estará aquela pessoa
Que sem ti não se sente boa
Completa e feliz
E que há muito procura a sua flôr do Liz
Não fujas, actua
Pois o mar tudo esquece e compactua
Mas a vida sem Amor
É deveras crua.
Nunca te pode atingir
E no fim o último acto é fingir
Mas será então que a felicidade perdura
No meio de tanto teatro
E por vezes amargura
Quando tudo o que queres é doçura
Então porque não atiras a primeira pedra
O inicio da revolução
Pelo amor e pela paixão
Desmesurada e em tudo desejada
Algures estará aquela pessoa
Que sem ti não se sente boa
Completa e feliz
E que há muito procura a sua flôr do Liz
Não fujas, actua
Pois o mar tudo esquece e compactua
Mas a vida sem Amor
É deveras crua.
Lisboa
Porque anseio pelo futuro
Porque invés de saltar destrui o muro
Porque hoje sou hipócrita nesta sociedade
Assim o sentimentalismo me recheou de ansiedade
Quero sentir tudo
E vislumbrar o cume
Da ignorância em toda a sua perseverança
Lisboa local da minha génese
Hoje sou teu cúmplice
E tu a minha confidente
À noite olho para ti
Choro porque só tu me compreendes
E quem eu amo
Tu escondes e dissimulas
Com as tuas mil e uma maneiras
De dia tapas o sol que me aconchega
E à noite fazes com que a noite arrefeça
Cidade outrora humanista
Hoje considero-te criminosa
Porque guardas as minhas memórias
E a cada esquina avivas-me a memória
Procuro uma Helena de tróia
Neste Portugal perdido no tempo
Fui rei e hoje sem amor próprio fiquei
Por ti esperei para alcançar
O momento de te conhecer.
Porque invés de saltar destrui o muro
Porque hoje sou hipócrita nesta sociedade
Assim o sentimentalismo me recheou de ansiedade
Quero sentir tudo
E vislumbrar o cume
Da ignorância em toda a sua perseverança
Lisboa local da minha génese
Hoje sou teu cúmplice
E tu a minha confidente
À noite olho para ti
Choro porque só tu me compreendes
E quem eu amo
Tu escondes e dissimulas
Com as tuas mil e uma maneiras
De dia tapas o sol que me aconchega
E à noite fazes com que a noite arrefeça
Cidade outrora humanista
Hoje considero-te criminosa
Porque guardas as minhas memórias
E a cada esquina avivas-me a memória
Procuro uma Helena de tróia
Neste Portugal perdido no tempo
Fui rei e hoje sem amor próprio fiquei
Por ti esperei para alcançar
O momento de te conhecer.
Dividido
O que é a vida
Perante a incerteza relativa
Esta busca cognitiva
Será baseado no ardor que procuramos
Será o amor a dor que desejamos
Sinto-em dividido
Pela dualidade em que estou inserido
Tenho de voltar a acreditar
E sobre a vida sonhar
Muitas são as dúvidas
Demais são os preconceitos sobre as ajudas
Cada memória consome-me
E cada ideal absorve-me
Hoje quero sorver
Cada pedaço do Mundo que me apetecer
O Amor persegue-me
e a vida interroga-me.
Perante a incerteza relativa
Esta busca cognitiva
Será baseado no ardor que procuramos
Será o amor a dor que desejamos
Sinto-em dividido
Pela dualidade em que estou inserido
Tenho de voltar a acreditar
E sobre a vida sonhar
Muitas são as dúvidas
Demais são os preconceitos sobre as ajudas
Cada memória consome-me
E cada ideal absorve-me
Hoje quero sorver
Cada pedaço do Mundo que me apetecer
O Amor persegue-me
e a vida interroga-me.
Dialecto
Adversamente triste eu me sinto
Dor que me tumultua o espírito
Sou caminhante sem rumo
Um ser sem destino ao cume
As forças vacilam
As defesas ela me tirou
Já não sei o que é viver
Existo mas não passo de um imprevisto
Algo arde cá dentro
Provocando-me um choro iminente
Um grito de incompreensão
Não me entendo nesta vida
Sucumbo a cada segundo
Cavo um túmulo indiscreto
Torno-me num ser sem dialecto
Procuro quem me dê sentido
Mas na solidão me pórfiro
Como a vida pode ser triste
E tu nem a sentiste.
Dor que me tumultua o espírito
Sou caminhante sem rumo
Um ser sem destino ao cume
As forças vacilam
As defesas ela me tirou
Já não sei o que é viver
Existo mas não passo de um imprevisto
Algo arde cá dentro
Provocando-me um choro iminente
Um grito de incompreensão
Não me entendo nesta vida
Sucumbo a cada segundo
Cavo um túmulo indiscreto
Torno-me num ser sem dialecto
Procuro quem me dê sentido
Mas na solidão me pórfiro
Como a vida pode ser triste
E tu nem a sentiste.
Musgo
A incompreensão da verdade
Tira-me a sanidade
Choro e desespero
Pois desta vida nada espero
A dor lenta que tudo aumenta
O cansaço geral
Mata-me em espiral
O balbucinar sôfrego
De um tolo em âmago de regredo
Não me sinto nesta vida
A intolerância das sensações avisa
Não consigo compreender este mundo
Em que o poço não tem fundo
Onde escorrego no musgo
E da vida fujo
As sensações são estranhas
A incompreensão revolta-me as entranhas
Sinto-me condicionado por todos
E maneatado sobretudo
A estagnação da razão
Leva-me até ao pontão.
Tira-me a sanidade
Choro e desespero
Pois desta vida nada espero
A dor lenta que tudo aumenta
O cansaço geral
Mata-me em espiral
O balbucinar sôfrego
De um tolo em âmago de regredo
Não me sinto nesta vida
A intolerância das sensações avisa
Não consigo compreender este mundo
Em que o poço não tem fundo
Onde escorrego no musgo
E da vida fujo
As sensações são estranhas
A incompreensão revolta-me as entranhas
Sinto-me condicionado por todos
E maneatado sobretudo
A estagnação da razão
Leva-me até ao pontão.
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