segunda-feira, 23 de abril de 2007

Lisboa

Porque anseio pelo futuro
Porque invés de saltar destrui o muro
Porque hoje sou hipócrita nesta sociedade
Assim o sentimentalismo me recheou de ansiedade
Quero sentir tudo
E vislumbrar o cume
Da ignorância em toda a sua perseverança
Lisboa local da minha génese
Hoje sou teu cúmplice
E tu a minha confidente
À noite olho para ti
Choro porque só tu me compreendes
E quem eu amo
Tu escondes e dissimulas
Com as tuas mil e uma maneiras
De dia tapas o sol que me aconchega
E à noite fazes com que a noite arrefeça
Cidade outrora humanista
Hoje considero-te criminosa
Porque guardas as minhas memórias
E a cada esquina avivas-me a memória
Procuro uma Helena de tróia
Neste Portugal perdido no tempo
Fui rei e hoje sem amor próprio fiquei
Por ti esperei para alcançar
O momento de te conhecer.

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